sexta-feira

Voltei!

O Natal e o começo de um Novo Ano (é mesmo um Novo Ano para mim que nasci a 1 de Janeiro!), numa família numerosa, como a minha, são vividos de uma forma intensa, o que ocupou todo o meu tempo! Ainda assim consegui concluir o meu casaco antes do Natal, fazer uma boina para a Madalena e iniciar um gorro, que coloquei de parte e só retomei no passado fim-de-semana, dado que a minha prioridade era fazer tudo o que a Madalena queria levar para Londres.
boina a esticar num prato
O modelo da boina é gratuito e encontram a descrição de todo o processo na minha página de projectos (clicando aqui). Tinha alguns erros facilmente ultrapassáveis principalmente para quem tem horas a fio de ponto de cruz!
O gorro é um modelo da Rosa Pomar e o fio é da Retrosaria. É de fácil e rápida execução. Sendo um modelo de S.Miguel, tinha mesmo de o fazer (a minha família é de São Miguel)! Como fiz à portuguesa teci as malhas em liga, tendo o fio do padrão do lado direito (mão direita para quem não faz  malha à portuguesa) e o fundo do lado esquerdo (mão esquerda para quem não faz malha à portuguesa), ao contrário de quando faço em meia.
Esta semana iniciei um cardigan com torcidos, seguindo as aulas da Craftsy, da Carol Feller, um presente de anos da Madalena. Iniciei com uma montagem de malhas que nunca tinha feito, a leitura de gráficos de torcidos e a execução de "bobbles" para mim foram também novas aprendizagens, o que torna este projecto extremamente motivador e viciante!
Já o ano passado tinha pensado em dedicar-me aos torcidos, tendo comprado na altura o livro da Norah Gaughan's, Knitted Cable Sourcebook, no entanto nunca arranjei tempo para me dedicar a aprendizagem de torcidos.
Nas férias de Natal, quando resolvi ler o livro (como novo, adquirido em 2ª mão na amazon por um preço inacreditável!) da Elizabeth Zimmermann's, Knitter´s Almanac, Projects for each month of the year, decidi que este era o momento certo para me dedicar a este tipo de projecto seguindo as aulas que a minha filha me ofereceu (será mais uma forma de sentir-me ligada a ela, apesar da distância que nos separa).
Ainda pensei aprender dicas e truques em relação a torcidos com a Carol Feller e fazer a Sauvabelin Sweater, do livro Woods, mas depois resolvi deixar este projecto para uma outra altura e fazer o casaco das aulas. Ainda não decidi se vou fazer alguma adaptação, mas como corro o risco de não ter fio suficiente, provavelmente terei de eliminar os torcidos das costas. Por agora estou nas mangas, para confirmar o número de pontos por cm e praticar os torcidos antes de avançar para o corpo do casaco (ou camisola?!)
A malha vai devagar não só porque quis ajudar a Madalena na sua mudança, não querendo desperdiçar um minuto passado com ela, mas também porque este ano a família está a ir em peso ao ginásio, quase todos os dias (esta semana só falhei 4ªf!). Foi um começo de 2018 intenso e penso que assim será todo o ano, com a aproximação do casamento da minha  filha Inês, mas nada me impedirá de continuar com os meus trabalhos de mãos e que irei aqui partilhando, junto com leituras que me agradaram, passeios que me animaram e locais que me maravilharam.

terça-feira

Quando o computador "vai à vida" e o tempo é pouco!

Fiquei sem computador mais ou menos na mesma altura em que deixei de escrever aqui neste espaço. Neste momento aproveito uma viagem do meu marido para escrever no seu portátil. A falta do computador associada a uma formação que estive a fazer, que implicava criar um projecto em grupo, com as colegas da escola, resultou numa falta de tempo para "as minhas coisas". A estratégia que arranjei para continuar a conseguir pegar nas minhas agulhas, ler e caminhar com os meus cães, foi afastar-me das tecnologias! Apesar de sentir falta de arrumar as minhas ideias e projectos, ao partilhar aqui no blog, senti que consegui optimizar o meu tempo simplesmente não estando preocupada com registo fotográfico e textos descritivos dos processos. 
Penso retomar o blog, de uma forma regular, mas não agora, talvez em Janeiro (em época festiva não seria boa ideia!). Por agora, como forma de o actualizar, posso dizer que terminei a camisola Birkin Outonal, tendo adorado trabalhar com Rowan. Tenho pena de ter comprado a lã na quantidade recomendada e por isso não tive o suficiente para fazer as mangas compridas, em vez de 3/4 como o modelo.
A pedido do meu filho fiz mais uns "pezinhos" (um deles já foi atacado pelo Torrão e terá de ser refeito!)
A pedido da minha filha Inês fiz um gorro, esquema eda Rosa Pomar.
A pedido do Zé finalmente terminei as meias com o fio que ele comprou durante a nossa viagem à Irlanda!
Para a Madalena alterei o "Poncho das Manas", tendo feito duas costuras laterais.
Alterei as mangas da camisola "Lobo Ibérico" e só agora a comecei a vestir. 
Dei uma olhada nos meus projectos e resolvi desmanchar uns quantos e reaproveitar a lã. Quanto à manta que tinha em curso, talvez transforme num almofadão, ou dois!
Tenho neste momento um par de meias por acabar, um gorro onde treino brioche (estou a aprender na Craftsy com a Nancy Marchant), uma camisola de manga curta e vou tentar fazer o "cós" para os botões e para as respectivas casas neste casaco para estrear num dos muitos jantares festivos que tenho pela frente nos próximos dias.
Para os momentos em que não posso pensar em nada, mantenho as mãos ocupadas com o modelo gratuito "Linus".Com mais tempo irei actualizar a minha página de projectos no Ravelry, com fotografias dos modelos que modifiquei e dos que entretanto vou terminando.
Bordados, patchwork e costura não tenho feito nada, mas quero retomar muito em breve! 
Leituras muitas, uma vez que termino o meu dia sempre com uma boa leitura. Neste momento leio "Tudo isto de darei" de Dolores Redondo e recomendo vivamente!
Registo fotográfico algum, mas muito pouco no meu "diário" fotográfico.

sábado

Ravelry e desabafos!

Aprendi e habituei-me a consultar o Ravelry quer para escolher um projecto entre as pastas dos meus favoritos, quer para consultar um projecto que vou iniciar. O objectivo é consultar alterações que alguém tenha feito, dicas e dificuldades com que depararam e como as ultrapassaram. 
No modelo Birkin encontrei apenas uma montra de projectos pobre em informação. Procurei projectos feitos com Rowan, tendo encontrado um em que era referido ter sido necessário fazer e desfazer o Yoke, três vezes! Não tendo encontrado nada mais, não tinha notas e avisos a registar no meu esquema. Fiz cálculos para escolher a medida e avancei mas receosa, com Rowan as carreiras em altura tinham uma diferença significativa para as instruções do modelo. À medida que ia avançando ia experimentando e parecia que tudo estava a correr bem.
 Parecia mas não estava nada bem! 
Quando separei para as mangas o Yoke deixou de assentar bem, tal como eu receava! Teimosamente segui em frente e fui experimentando. Antes do cós optei por fazer uma manga para ver se alterava alguma coisa. Nada! Continuava a assentar mal.
Resolvi tentar arranjar uma solução e era esse o quebra-cabeças que tinha em mãos. Comecei por pensar desmanchar o decote e fazer várias experiências: primeiro refazer com um número de agulha acima do recomendado mas mantendo o esquema, depois experimentar desmanchar mais carreiras e fazer um remate icord, mais elástico do que o das instruções, na esperança que um dos processos resultasse! 
Hoje decidi que o melhor era voltar à estaca zero e tentar ficar com uma camisola perfeita, aquela com que sonhei! Vejamos o lado positivo, vou tricotar duas vezes uma lã que adoro.
Não encontrei nada que me ajudasse no Ravelry, como vai sendo habitual. Será apenas azar?! Só encontro fotografias e no máximo encontro o tipo de fio, o número de agulhas e se gostaram ou não do processo. Eu escrevo tudo, as minhas dificuldades, as soluções que encontrei e vídeos que consultei. Para mim é um bloco de apontamentos, ao qual posso sempre voltar e consultar. Se deixo um projecto por uns tempos de lado, tenho tudo registado para o retomar em qualquer altura. Quando me perguntam alguma dúvida remeto para a minha página, que mantenho pública. Escrevo tudo em português (pouca coisa encontro em português) e assim posso escrever as minhas notas ao correr da pena. 
Este meu desabafo sobre a falta de informação no Ravelry e considerar que muitas vezes não passa de uma montra fotográfica já vai longo! Ainda assim não vou ficar por aqui porque o Ravelry tem muita coisa boa que gostava de referir. No Ravelry, além de guardar os projectos que quero fazer, arquivo os livros que quero comprar e os modelos que vi feitos com outras cores e fios dos quais gostei bastante. Algo que quero destacar é que é pelo Ravelry que sigo blogs de malha e não só . Nos grupos encontro informação pertinente quer nos KALs quer nas notas de alguns podcasts, aí sim muitas vezes é onde encontro espaço para as minhas dúvidas. 
Fica o meu apelo, a quem chegou aqui e ainda não desistiu de ler, a quem lê e escreve em português, para manterem actualizada a vossa página do Ravelry, com toda a informação que considerarem útil  para quem está ou vai fazer o mesmo projecto. Obrigada pela vossa paciência e espero encontrar-vos no Ravelry! 

domingo

Birkin Outonal

O projecto deste mês é o espelho da natureza que reflecte as minhas cores favoritas, as do Outono, com uns fins de tarde iluminados por um sol único, entre a Serra e o Mar.
A lã é da Rowan e adquiri o ano passado na Ovelha Negra, numa das minhas idas ao Porto.
O esquema é da Laine e chegou de mais perto, da Retrosaria, a minha loja favorita de Lisboa.
Uma particularidade deste esquema é ser tricotado com três cores, várias carreiras. Estou a utilizar o método da Kate Davies que consiste em tricotar primeiro duas cores, passando os pontos da terceira cor; retomasse a carreira, passando os pontos já tecidos e tecendo apenas a terceira cor. Já experimentei este método num casaco Yoke, da Kate Davies.
Depois de o ter cortado e aberto, verifiquei que talvez tivesse resultado melhor tendo aumentado o número das agulhas na zona de cores, algo que estou agora a fazer e que é recomendado no modelo.
O pior do casaco é que, depois de o ter cortado, não conheço forma de corrigir e fazer ajustamentos finais! Talvez depois de fazer o "cós vertical" para os botões e as casas melhore a forma como me assenta.
Birkin tem a vantagem de ser possível ir provando para ver o resultado.

quarta-feira

Rotinas

Malha:
Com o início de um novo ano lectivo retomei rotinas que me permitem manter o equilíbrio, uma delas é registar aqui o que ando a fazer para me entreter, desde  trabalhos manuais aos livros que prendem a minha atenção, aos passeios que faço, aos lugares que visito.
Vi alguns podcasts, consultei imagens que fui guardando de modelos  de que gostei, folheei livros, consultei a minha conta Ravelry e fiz uma lista ordenada do que quero fazer de malha para o Inverno que se aproxima! A minha intenção é terminar alguns projectos inacabados, outros resolvi "frogged" e pensar mais tarde se os levo até ao fim ou se desmancho. Assim estarei mais tranquila, sem "pesos na consciência" para iniciar novos projectos. 
Esta semana a ideia é terminar as meias do Zé, com o fio que ele escolheu na nossa viagem à Irlanda. É a primeira vez que faço o calcanhar só depois de ter a meia feita. Segui as instruções da Susan B. Anderson, nas aulas da Craftsy. É uma forma muito simples e rápida de fazer meias, mas vamos ver se este calcanhar é resistente! O Zé já provou a primeira meia e sentiu-se extremamente confortável, tendo dito que corro sérios riscos dele passar a querer só meias feitas por mim (por outro lado acabo com os meus problemas na hora de dobrar meias após a lavagem)!

Livro:
Leio a "A Marca de Todas as Coisas" de Elizabeth Gilbert, uma escrita que pouco tem a ver com os outros livros que li da autora. A capa seduziu-me, talvez por gostar tanto de Botânica e o título despertou a minha curiosidade. A história desenrola-se lentamente, carregada de emoção, numa perspectiva histórica, havendo numerosas referências a Lineu e ao seu trabalho, à botânica, ao trabalho de naturalistas e ao desenho científico. Ainda nem a meio vou, por isso não vou correr o risco de o avaliar, mas estou a gostar. Já tinha adquirido o livro há algum tempo mas foi quando vi o podcast da Emily Estrada, Fiber Town  que decidi lê-lo!
Pelas fotografias de S.Miguel, dá para perceber a minha paixão pela Botânica!
Um dos Museus que visitei em S.Miguel foi o de História Natural e uma das salas que me fascinou foi a dedicada à Botânica, rica em herbários fora de série!

segunda-feira

Landmaníacos do Alentejo

Tal como nos tempos de Interrail peguei numa mochila, num livro e apanhei o comboio para ir ter com o Zé para mais um fim de semana com os landmaníacos do Alentejo. Sabe sempre bem, ainda mais agora que as férias terminaram!
O nosso acampamento
Barragem do Maranhão
Avis
Fica o sonho de um dia acampar assim!