25 de maio de 2016

Yarn Along

Com a aproximação das férias começamos, eu e ele, a tentar concretizar sonhos, tendo em conta algumas despesas prioritárias. Não é fácil com dois filhos ainda a estudar, com a reformulação das licenciaturas que ao passarem para 3 anos impõe 2 anos de mestrado, o que equivale a uma valente facada no orçamento  familiar (jogada de mestre dos nosso políticos?!). Só nos resta ter jogo de cintura e ver pelo prisma de que tudo o que é formação e educação, é um investimento e não um gasto. Com esta conversa toda já me perdi!
Retomando os planos para férias, sempre condicionados não só pela verba que dispomos mas também pelos nossos cães, este ano estamos a pensar em Ilhas! Gostava de voltar à terra do meu Pai, Angra do Heroísmo e de finalmente ir à Irlanda, por isso estou a ler "Arquipélago", que o meu pai me emprestou, e a revista da Geo sobre a Irlanda do Norte, que o meu irmão me emprestou. Todas as poupanças que consigo fazer são a pensar em viagens, dando assim o meu contributo para os sonhos a dois. Se por um lado tenho poupado em livros e revistas, pois pertenço a uma família de viciados na leitura, por outro lado não resisti e desviei uma pequena verba para investir em tecidos e linhas para um novo projeto, com novas aprendizagens e adaptado ao calor que já se faz sentir, o que me leva a não querer trabalhar com lã! 
Antes que o calor aperte estou a tentar acabar a manta A Gardener's Journal * que coloquei de lado o Verão passado, tendo retomado com o desafio #craftfor20 e até agora apenas a retomei nas minhas idas ao Alentejo
Garantidamente que é o trabalho que me tem dado mais gozo fazer, embora não pareça pelo tempo que tenho demorado! Criei uma relação especial com este projeto, começou com um amor à primeira vista quando vi a revista da Anni Down na feira Créations et Savoir faire  e como tudo o que é bom e me faz feliz, tenho feito render e esticado o tempo deste namoro, inventando sempre mais um ponto para dar!
 
Quando comecei a bordar os desenhos, estava longe de pensar em fazer uma manta, mas depois  chegou-me o desafio da Chookyblue  e resolvi tentar o patchwork!
Estou na fase de acolchoamento à mão, em que contorno todos os bordados com pequenos pontos e procuro padrões nos tecidos para acolchoar. Com o fim à vista quis pensar já num novo projeto e foi por isso que fiz um pequeno desvio da verba destinada para as férias. Se não conseguir viajar pelo menos tenho com que me entreter!
Quanto a malha retomei o xaile "Céu de Outono", com que me tinha "zangado", pois tive de desmanchar todo o rendado, que tinha um erro na primeira carreira. Dava para disfarçar mas sabendo que o erro estava lá iria sempre olhar para ele! Numa perspetiva de poupança desmanchar até que nem foi mau pois assim tenho trabalho para fazer sem ter de investir em fios, nem em modelos.
Este modelo é gratuito e a Heidi Alander tem mais modelos gratuitos.
Regresso assim ao Yarn Along. Da última vez partilhei um livro que não gostei de todo! A desilusão não foi grande pois logo nas primeiras páginas pressenti um livro de auto ajuda, um tipo de leitura que não me agrada de todo, e Criatividade para mim é e passa por muito mais, mas a minha opinião fica para um outro dia, com mais tempo!
Yarn Along
*P.S Espero com esta partilha ter dado resposta às perguntas colocadas, na caixa de comentários, sobre a manta. Melanie os desenhos são da Hatched and Patched, apenas escolhi os pontos para bordar, os tecidos da manta, tendo adaptado a meu gosto os blocos propostos no livro, tentando sempre emoldurar os bordados com tecido.


15 de maio de 2016

Malha na praia

#extremeknitting
Tal como a minha Avó Teresa levo a malha para todo o lado e faço à portuguesa, só que passo o fio num (ou mais) alfinete de peito e não no pescoço.
A minha Avó a passar o fio ao pescoço, eu prendo alfinetes numa camisola que trago vestida por baixo da camisa
Caneleiras  "Ego do mar"
Beiroa 675
Beiroa 695
Beiroa  rosa, do motivo central, vai sobrar o suficiente para um próximo projeto
A família e os meus fiéis companheiros ficam felizes com estes meus devaneios e eu agradecida pela animada companhia!
A Dharma gosta mais de banho e de se rolar na areia. O Málibu prefere andar ao mexilhão e outros petiscos, o que nos obriga a redobrada atenção para não engolir bivalves nem nenhum anzol abandonado pelos pescadores.
Junto das falésias encontrei abrigos convidativos para trabalhos manuais. Aguardo a chegada de uma encomenda  (a torcer para que não fique na alfândega!) e em breve espero trazer comigo para aqui, ou outro lado qualquer, um novo trabalho.

14 de maio de 2016

Viajando no tempo







O representante do Rei, perante a ausência de aplausos do povo, utilizou a expressão "Raios vos partam!", o que me fez sorrir pois era a mesma expressão que o meu Avô António nos dizia após uma tarde com os 11 netos "na reinação" a lhe darem cabo da paz no seu "reinado"! 


 "Torneio de armas a cavalo em honra de D. João, pela sua aclamação como Regedor e Defensor do Reino, após ter morto o Conde Andeiro. Nuno Álvares Pereira, Fronteiro-Mor do Alentejo, recruta homens de armas e adubamento de Cavaleiros."- transcrito da página do evento




Centro Interpretativo da Ordem de Avis.
Na viagem de regresso da época Medieval aterrámos na barragem do Marvão.
Ficou um caminho por fazer mas que já anotámos para uma próxima expedição. Tamanha quietude,  perturbada apenas pelos sons harmoniosos da natureza, foi o quanto bastou para desejarmos voltar!
Ribeira de Seda

11 de maio de 2016

Apreciando uma lã



A melhor lã de sempre para "destricotar" é a Beiroa. Como os meus filhos me dizem "Coisas à mãe!". No mínimo sou diferente das restantes pessoas pois estou a partilhar uma apreciação de um fio pela facilidade em ser desmanchado, mas já muito foi dito sobre a Beiroa e nada tenho a acrescentar a não ser a rapidez com que desmanchei várias carreiras e apanhei novamente as malhas exatamente na carreira e na malha que pretendia.
Estava a fazer a primeira caneleira "Ego do Mar" quando notei que, com o entusiasmo de ver chegar o castanho natural na cor cinza, tinha feito uma carreira a mais. Inicialmente fui tentada em deixar ficar! Parei, pensei um pouco, observei, calculei e concluí que a proporção de 4 carreiras do primeiro padrão, para 2 carreiras na mesma cor é bastante diferente de 4:3! Já "destricotei" outros fios, alguns nem dá para reaproveitar, no entanto desmanchar Beiroa foi simples e rápido. Retirei todas as malhas das agulhas, puxei o fio e apanhei as malhas na carreira que pretendia num piscar de olhos!
Aconselho vivamente o modelo "Caneleiras Poveiras" a quem está tentada a iniciar modelos tricotados com cores. É simples, a lógica do padrão não exige uma constante consulta do esquema e nunca tem mais de 3 malhas de intervalo entre duas cores. Com Beiroa têm uma infinidade de hipóteses para testarem e desafiarem a vossa criatividade, jogando com cores e se, com o entusiasmo de verem o efeito desta lã nas vossas agulhas, se precisarem de desmanchar algumas carreiras é extremamente simples voltar para trás, sem desperdiçar lã ou perder a cabeça. 
E a propósito de Criatividade o livro que estou a começar a ler é o da Elizabeth Gilbert, que tem sido tão falado nas redes sociais, ocorre-me neste momento o último episódio da Katie, Inside Number 23. O título é verdadeiramente elucidativo, é mesmo isso que sinto, quando tenho a coragem de me "soltar" é pura Magia, ainda assim tenho um forte palpite que não vou gostar deste livro!
O livro "Malhas Portuguesas" já li, reli e consulto sempre que me surge uma dúvida. Partilho no Yarn Along, não porque o esteja a ler mas porque estou a seguir o modelo das Caneleiras Poveiras.
Todas as 4ª feiras