sábado

Ravelry e desabafos!

Aprendi e habituei-me a consultar o Ravelry quer para escolher um projecto entre as pastas dos meus favoritos, quer para consultar um projecto que vou iniciar. O objectivo é consultar alterações que alguém tenha feito, dicas e dificuldades com que depararam e como as ultrapassaram. 
No modelo Birkin encontrei apenas uma montra de projectos pobre em informação. Procurei projectos feitos com Rowan, tendo encontrado um em que era referido ter sido necessário fazer e desfazer o Yoke, três vezes! Não tendo encontrado nada mais, não tinha notas e avisos a registar no meu esquema. Fiz cálculos para escolher a medida e avancei mas receosa, com Rowan as carreiras em altura tinham uma diferença significativa para as instruções do modelo. À medida que ia avançando ia experimentando e parecia que tudo estava a correr bem.
 Parecia mas não estava nada bem! 
Quando separei para as mangas o Yoke deixou de assentar bem, tal como eu receava! Teimosamente segui em frente e fui experimentando. Antes do cós optei por fazer uma manga para ver se alterava alguma coisa. Nada! Continuava a assentar mal.
Resolvi tentar arranjar uma solução e era esse o quebra-cabeças que tinha em mãos. Comecei por pensar desmanchar o decote e fazer várias experiências: primeiro refazer com um número de agulha acima do recomendado mas mantendo o esquema, depois experimentar desmanchar mais carreiras e fazer um remate icord, mais elástico do que o das instruções, na esperança que um dos processos resultasse! 
Hoje decidi que o melhor era voltar à estaca zero e tentar ficar com uma camisola perfeita, aquela com que sonhei! Vejamos o lado positivo, vou tricotar duas vezes uma lã que adoro.
Não encontrei nada que me ajudasse no Ravelry, como vai sendo habitual. Será apenas azar?! Só encontro fotografias e no máximo encontro o tipo de fio, o número de agulhas e se gostaram ou não do processo. Eu escrevo tudo, as minhas dificuldades, as soluções que encontrei e vídeos que consultei. Para mim é um bloco de apontamentos, ao qual posso sempre voltar e consultar. Se deixo um projecto por uns tempos de lado, tenho tudo registado para o retomar em qualquer altura. Quando me perguntam alguma dúvida remeto para a minha página, que mantenho pública. Escrevo tudo em português (pouca coisa encontro em português) e assim posso escrever as minhas notas ao correr da pena. 
Este meu desabafo sobre a falta de informação no Ravelry e considerar que muitas vezes não passa de uma montra fotográfica já vai longo! Ainda assim não vou ficar por aqui porque o Ravelry tem muita coisa boa que gostava de referir. No Ravelry, além de guardar os projectos que quero fazer, arquivo os livros que quero comprar e os modelos que vi feitos com outras cores e fios dos quais gostei bastante. Algo que quero destacar é que é pelo Ravelry que sigo blogs de malha e não só . Nos grupos encontro informação pertinente quer nos KALs quer nas notas de alguns podcasts, aí sim muitas vezes é onde encontro espaço para as minhas dúvidas. 
Fica o meu apelo, a quem chegou aqui e ainda não desistiu de ler, a quem lê e escreve em português, para manterem actualizada a vossa página do Ravelry, com toda a informação que considerarem útil  para quem está ou vai fazer o mesmo projecto. Obrigada pela vossa paciência e espero encontrar-vos no Ravelry! 

domingo

Birkin Outonal

O projecto deste mês é o espelho da natureza que reflecte as minhas cores favoritas, as do Outono, com uns fins de tarde iluminados por um sol único, entre a Serra e o Mar.
A lã é da Rowan e adquiri o ano passado na Ovelha Negra, numa das minhas idas ao Porto.
O esquema é da Laine e chegou de mais perto, da Retrosaria, a minha loja favorita de Lisboa.
Uma particularidade deste esquema é ser tricotado com três cores, várias carreiras. Estou a utilizar o método da Kate Davies que consiste em tricotar primeiro duas cores, passando os pontos da terceira cor; retomasse a carreira, passando os pontos já tecidos e tecendo apenas a terceira cor. Já experimentei este método num casaco Yoke, da Kate Davies.
Depois de o ter cortado e aberto, verifiquei que talvez tivesse resultado melhor tendo aumentado o número das agulhas na zona de cores, algo que estou agora a fazer e que é recomendado no modelo.
O pior do casaco é que, depois de o ter cortado, não conheço forma de corrigir e fazer ajustamentos finais! Talvez depois de fazer o "cós vertical" para os botões e as casas melhore a forma como me assenta.
Birkin tem a vantagem de ser possível ir provando para ver o resultado.

quarta-feira

Rotinas

Malha:
Com o início de um novo ano lectivo retomei rotinas que me permitem manter o equilíbrio, uma delas é registar aqui o que ando a fazer para me entreter, desde  trabalhos manuais aos livros que prendem a minha atenção, aos passeios que faço, aos lugares que visito.
Vi alguns podcasts, consultei imagens que fui guardando de modelos  de que gostei, folheei livros, consultei a minha conta Ravelry e fiz uma lista ordenada do que quero fazer de malha para o Inverno que se aproxima! A minha intenção é terminar alguns projectos inacabados, outros resolvi "frogged" e pensar mais tarde se os levo até ao fim ou se desmancho. Assim estarei mais tranquila, sem "pesos na consciência" para iniciar novos projectos. 
Esta semana a ideia é terminar as meias do Zé, com o fio que ele escolheu na nossa viagem à Irlanda. É a primeira vez que faço o calcanhar só depois de ter a meia feita. Segui as instruções da Susan B. Anderson, nas aulas da Craftsy. É uma forma muito simples e rápida de fazer meias, mas vamos ver se este calcanhar é resistente! O Zé já provou a primeira meia e sentiu-se extremamente confortável, tendo dito que corro sérios riscos dele passar a querer só meias feitas por mim (por outro lado acabo com os meus problemas na hora de dobrar meias após a lavagem)!

Livro:
Leio a "A Marca de Todas as Coisas" de Elizabeth Gilbert, uma escrita que pouco tem a ver com os outros livros que li da autora. A capa seduziu-me, talvez por gostar tanto de Botânica e o título despertou a minha curiosidade. A história desenrola-se lentamente, carregada de emoção, numa perspectiva histórica, havendo numerosas referências a Lineu e ao seu trabalho, à botânica, ao trabalho de naturalistas e ao desenho científico. Ainda nem a meio vou, por isso não vou correr o risco de o avaliar, mas estou a gostar. Já tinha adquirido o livro há algum tempo mas foi quando vi o podcast da Emily Estrada, Fiber Town  que decidi lê-lo!
Pelas fotografias de S.Miguel, dá para perceber a minha paixão pela Botânica!
Um dos Museus que visitei em S.Miguel foi o de História Natural e uma das salas que me fascinou foi a dedicada à Botânica, rica em herbários fora de série!

segunda-feira

Landmaníacos do Alentejo

Tal como nos tempos de Interrail peguei numa mochila, num livro e apanhei o comboio para ir ter com o Zé para mais um fim de semana com os landmaníacos do Alentejo. Sabe sempre bem, ainda mais agora que as férias terminaram!
O nosso acampamento
Barragem do Maranhão
Avis
Fica o sonho de um dia acampar assim!


domingo

Entre a Serra e o Mar

A segunda quinzena de Agosto foi passada entre mergulhos, jardinagem, petiscos, agulhas e livros! Foi  o tempo e o lugar ideal para matar saudades dos meus filhos!
O mais novo ficou mais tempo!
A do meio aproveitou para experimentar a camisola (pormenores no Ravelry).
 A mais velha trouxe o Campeão para brincar com a Dharma e o Torrão.
Já no final de Agosto assisti, uma vez mais, à chegada da Nossa Sra do Mar à Praia das Maçãs.(vídeo aqui)