quarta-feira

Algibeira tradicional para novas tecnologias



Malha:
Dá-me imenso gozo unir o moderno e a tradição, dando uma nova utilidade a uma "algibeira antiga de origem portuguesa e espanhola" (in Malhas Portuguesas"). A minha algibeira será para ter o meu telemóvel à mão, talvez assim saiba sempre onde o encontrar!
O projecto é fácil, rápido e foi a forma que encontrei para dar destino a lãs que tinha em pequenas quantidades (mais detalhes na minha conta Ravelry) .
Se fizer mais alguma será para experimentar a lã portuguesa Mé-Mé, sugerida no modelo.
Leituras:
Gosto sempre de revisitar o livro "Malhas Portuguesas", um livro para se ler e reler devagar. Com este projecto reli o que diz respeito às "Bolsas e Algibeiras","produzidas pelo menos desde a Idade Média até ao séc. XX."
Na cabeceira, para ler ao deitar, tenho um novo livro, "O carrinho de linha azul", de Anne Tyler. Não tendo ainda passado do primeiro capítulo, deixo a minha opinião para um outro dia, provavelmente na próxima quarta-feira, ao participar uma vez mais no Yarn Along. Por agora partilho aqui o link  da apresentação desta obra.
às quartas feiras leio e partilho as minhas leituras e malha aqui

domingo

30 anos depois

Feira de Estremoz num dia de chuva


Os meus avós casaram a 10 de Fevereiro e o Zé, depois da festa em família, no dia seguinte antes de ele ir trabalhar e eu ir para as aulas, passou por minha casa e pediu-me em casamento. Os meus avós foram a inspiração, a família a motivação. Unidos pelos 30 anos que nos separam desse dia, fomos passear pelo Alentejo. Ao jantar, quando contávamos como foi e quando foi o pedido, o nosso filho ainda brincou com o Pai, por ter escolhido uma hora em que os dois ainda não estaríamos totalmente acordados! 

quarta-feira

Leituras e Indecisões



Leitura:
Quase, quase a desvendar a verdade do Caso de Harry Quebert, reservo o emocionante desfecho para mais logo, ao deitar-me. Durante o dia tenho lido artigos muito interessantes numa colecção antiga da "100 idées". Ontem numa publicação de 1977 encontrei um artigo sobre a malha e o crochet da Aldeia da Serra, e um outro sobre a calçada portuguesa em Évora.

Malha :
Estou a terminar a camisola "Lobo Ibérico", faltando-me apenas o cós nas mangas e o decote (informações detalhadas aqui = Ravelry) Há já umas semanas que ando a pesquisar modelos com torcidos. No entanto quero evitar o que aconteceu com a camisola "Lobo Ibérico", que foi colocá-la de parte sem a ter terminado uma vez que o frio estava de partida. Hoje as aves migratórias avisaram-me que a Primavera chegará muito em breve e em Março já não costumo usar camisolas e casacos muito quentes, o que me fez pensar que devia não só responder ao questionário que a Amy Herzog coloca logo no início do seu livro mas também a mais algumas questões tais como: quanto tempo penso que levarei a terminar a peça que quero tricotar? Na altura em que a penso terminar estarei em que estação do ano? 
Tendo respondido a todas as questões  cheguei a uma conclusão, o melhor é fazer um colete ou, se optar por um casaco/camisola, terá de ser com um fio leve e fino. Perante isto fiz nova pesquisa de modelos não tendo encontrado nenhum que encaixasse na perfeição em todos os requisitos que estabeleci. Só me restam três opções: aprofundar a minha pesquisa, tentar adaptar um dos modelos (algo arriscado por falta de experiência!) ou ser muito atrevida (mas mesmo muito!) e criar o meu modelo com o apoio da Amy  no curso da Craftsy  e recorrendo  à consulta do seu livro.
Estou mesmo indecisa mas terei que fazer a minha opção rapidamente pois estou a ficar sem um projecto desafiante nas agulhas! Quero aprender e não tenho nada em mãos que me ensine ou aguce a curiosidade para novas aprendizagens.
Talvez encontre alguma ideia na leitura do Yarn Along !
Clicar aqui para aceder ao blog

Ou, quem sabe, talvez encontre no grupo da "Cenoura", no "Time for UFOs"

terça-feira

Lar doce Lar

Individual/pano de tabuleiro, bordei para a minha filha
Bainhas abertas algo que também gosto de fazer, muito relaxante!
O fim-de-semana convidava a ficar em casa e foi mesmo isso que fiz! O desenrolar lento do tempo em sintonia com o desenrolar dos meus novelos, à medida que ia tecendo os últimos pontos nas luvas da minha irmã, momento acompanhado por um chá e mais um filme francês, foi extremamente relaxante. Tão relaxante que dei comigo a meio da tarde com vontade de dormitar! Reagi e fui para a cozinha, respondendo assim a um pedido da minha filha. Fiz doce de limão/Lemon Curd (com os limões da minha escola) e de framboesa em quantidades generosas para distribuir pela família.
Limoeiro da minha Escola

Consegui finalmente terminar as luvas da minha irmã e as minhas estão quase finalizadas (tive de desmanchar uma até ao polegar por ter mais uma repetição do esquema, 12 carreiras!). Entretanto tenho andado a pesquisar modelos com torcidos, como já tinha escrito na quarta-feira passada. Com a leitura de blogues que sigo fielmente encontrei a leitura ideal para o ponto em que me encontro, apetece-me fazer camisolas e aprender sobre as diferentes construções. Já tenho dois pacotes de aulas da Craftsy, um da Amy Herzog e um da Amy Detjen . Estou na fase em que quero decidir o modelo e deitar mãos à obra, mas hesito pois não sei por onde começar! Yoke. cardigan, camisola simples,...O que será mais indicado para começar? Estou perdida entre vários modelos que gostava de fazer e de ter, já mudei tantas e tantas vezes de ideia! Uma coisa é certa, gostava de um modelo com torcidos (na publicação nº2 Making, Fauna, há uma camisola que me anda a tentar, a mesma que a Fabi falou aqui!) e quero utilizar a lã que tenho em casa, talvez a Amélia ou a Wollmeise, evitando gastos desnecessário e participando assim no KAL da Raquel. Não quero perder mais tempo a pesquisar, alguma sugestão?! Gostava de começar um novo projecto no próximo fim-de-semana, já com a camisola "Lobo Ibérico" terminada!

Nota: O episódio 22 da Fruity Knitting Podcast tem a informação que obtive nas aulas da Craftsy, acerca da construção de camisolas e adaptação à nossa forma/medida. Recomendo, tem interesse e a convidada deste episódio é a Ann Budd, que fala igualmente na construção de diferentes tipos de camisolas.

quarta-feira

As luvas das Manas

As da Mana:
As minhas:
Malha:
Hoje é dia de "malha interrompida", desafio lançado pelo grupo das Cenouras. Comecei com as luvas da minha irmã, mas a pensar já no próximo passeio de todo o terreno, também estou a tentar terminar as minhas luvas e a camisola "Lobo Ibérico". O modelo da camisola é simples e cresce rapidamente, no entanto, quando terminei a frente e as costas achei que o modelo era demasiado curto e que não a iria usar, algo que me fez desanimar. Chegou o calor e senti que não era urgente terminar a camisola pois, até chegar o frio, teria muitos meses pela frente para a terminar. Resultado? Ficou esquecida na cesta das lãs, para ser desmanchada até às cavas e ser retomada! Já a retomei uma vez e faltam apenas as mangas. Será o próximo projecto a que dedicarei as quartas-feiras, e não só, tal como as luvas que irão preencher os meus serões de malha enquanto não as terminar. As da minha irmã não podem mesmo passar para a próxima semana, já esperou tempo demais!

Leituras:
Continuo a ler o mesmo livro da semana passada apesar do entusiasmo com que vivo a descoberta dA verdade sobre o caso de Harry Quebert. O livro é tão pesado que fica todo o dia na minha cabeceira à espera da hora de me deitar e ler (os livros são os culpados da despesa extra numa cama articulada!).
A leitura que passeou comigo foi a The Knitter. Há um tempo que não investia nesta revista, o que me levou a comprá-la foi encontrar neste número um casaco a cores e um modelo da Isabell Kraemer, com torcidos e texturada.
Free pattern, Halle by Courtney Spainhower
Tem ainda um modelo de meias lindíssimas com torcidos.
Estou a pensar adiar o modelo "Florence" e usar a Amélia na camisola da Isabell Kraemer, não porque não goste do modelo da Carrie, mas porque apetece-me experimentar fazer torcidos. O ano passado foi o ano de xailes, algumas meias e fair isle, este ano quero (até à data!) que seja o ano das camisolas e dos torcidos. Xailes só estou a pensar terminar os dois que tenho nas agulhas e gostava muito de fazer o Void. Terei tempo para tanta coisa?! Duvido, ainda assim planifico o que quero fazer como se fosse possível fazer malha, patchwork e bordar tudo o que quero! Mas sou feliz vivendo num idealismo longe da realidade e quanto mais faço mais me aproximo desse "ideal/sonho" e mais tenho consciência da forma como devo rentabilizar o meu tempo livre.
Às quartas, livros e malha aqui

terça-feira

Taleigo de bailarina

O primeiro taleigo do ano que fiz, seguindo as instruções da Cláudia, da Riera Alta, vai servir para o fato e as sapatilhas da minha sobrinha bailarina, e amante de gatos. 
 
Há uns anos bordei bailarinas a ponto de cruz e num outro ano bordei os dois quadros que aqui se vêem, com pontos do bordado tradicional.
Dá gosto entrar no quarto das minhas sobrinhas e encontrar aqui e acolá algo feito com todo o carinho pela tia Sofia!

segunda-feira

Alentejo por todo o terreno

Gorro "Bosque de Inverno" terminado a tempo para mais um fim-de-semana por todo o terreno! Pompom com acessório da Clover, vídeo da Susan B.Anderson 
Ficámos no EcorkHotel em Évora. A suíte é um apartamento, com um pátio privativo, faltando apenas uma kitchenette para quem gosta de fazer uns petiscos, eu gosto mais de aproveitar para conhecer a gastronomia dos locais. Jantámos o menu executivo, servido com simpatia e profissionalismo, dividimos dois pratos, um de carne e um de peixe, ambos bem confeccionados. O pequeno-almoço era tal como eu gosto, principalmente a fruta, o único aspecto negativo era o sumo de laranja, uma mistura de pacote com, talvez, algumas laranjas, algo que não se justifica havendo tanta laranja deliciosa no Alentejo. Queremos voltar mas sem programa, apenas para desfrutar plenamente do sossego do local, do "sonho" de uma casa no Alentejo. 
SPA

Após uma noite num excelente colchão, partimos no Land Rover para mais um passeio por todo o terreno, pelo Alentejo. 
Primeira paragem perto da Torre da Camoeira.

Santuário Nossa Sra Aires
O Santuário da Nossa Sra. de Aires é um dos conjuntos do barroco alentejano, do séc. XVIII, mais interessante e de maior visibilidade.
No terreno do Santuário!
Num dos pontos mais altos da Serra de Portel situa-se São Bartolomeu do Outeiro, com uma paisagem admirável, sendo rica em vestígios histórico-arqueológicos.

Passámos pela Anta de Aguiar mas falhou-me o registo fotográfico, mas não falhou quando ganhámos velocidade de ultrapassagem, apesar de ser um passeio para famílias e por isso lento e extremamente seguro!
Um fim-de-semana de convívio em família (os meus cunhados alinharam com o Jeep) e com aqueles que, como nós, gostam de andar por todo o terreno, conhecendo e explorando o inacessível.