27 de janeiro de 2016

Desafios, grupos, comunidades e alguma motivação

Participo em vários "Desafios", que encontro nos blogues e mais recentemente nos grupos do Ravelry e Podcasts. Faz-me sentir pertencente a "comunidades" com as quais me identifico, encontrando imensas ideias, ajuda e motivação para terminar os meus projetos.
O último desafio a que aderi, foi o Craft for 20, promovido pela Jennie,  para ver se assim termino a minha manta. Lembrei-me do patchwork, com leitura do livro da Kate Morton "O Último Adeus". Uma das suas personagens é escritora de policiais, e o passatempo do seu detetive é o patchwork!
" A Alice pensou incluir alguns pensamentos sobre a colcha em que ele estava a trabalhar; talvez uma alegoria para a reviravolta inesperada que o caso sofrera.
Aqueles pequenos quadrados de tecido eram úteis. tinham-na salvado mais de uma vez. (...) queria dar a Diggory um passatempo que apurasse o seu instinto para padrões (...), numa viragem incarecterística, pegara em linha e agulha.
- Descontrai-me - dissera- Impede que me preocupe com todas as coisa que correm mal.
Parecera-lhe exactamente o género de actividade terapêutica que um homem como Diggory poderia adoptar para ocupar as longas horas nocturnas que em tempo a sua jovem família preenchera."
in "O Último Adeus" de Kate Morton


Participo também no Shawl Along, da Andre Sue, em janeiro com o xaile "Folhas da Serra".
Outro desafio, que quero tentar conseguir participar, é o Make 2 Along, também da Jennie. Comecei tarde, mas conto já com uma saia que transformei nas aulas da Cláudia, mas queria ver se conseguia fazer uma saia com o tecido que comprei para este fio.
Estou quase a terminar o xaile, mas as carreiras finais são muito longas e levam algum tempo. Espero conseguir terminar, mas não quero entrar em stress, perderia o sentido do que faço nos meus tempos livres!
Para o Make 2 Along, a ideia inicial era ter feito um gorro, Deep Woods in Winter, a combinar com a minha primeira saia. Não querendo começar outro projeto de malha, enquanto tinha o xaile, tive de colocar de parte essa ideia. O gorro terá de ficar para fevereiro!
Lembrei-me agora de nunca ter partilhado a minha participação no Tuga's KNITS, mas fica para um outro dia.
Termino com mais uma participação, no Yarn Along, partilhando o que tenho nas agulhas e o que ocupa os  meus tempos de leitura.
Dá-me imenso gozo sentir que faço parte desta grande comunidade de pessoas, que se dedicam aos mesmos passatempos, com que quebro a rotina do meu dia-a-dia.
Nota: O meu texto foi corrigido com o FLiP, Ferramentas para a Língua Portuguesa, com o acordo ortográfico. A citação do livro da Kate Morton, não está com o acordo, sendo uma cópia integral do livro.


25 de janeiro de 2016

Craft for 20

Craftfor20, decorrerá de 1 a 29 de fevereiro, promovido pela Jennie, autora de um dos meus podcast favoritos, Tiny Paper Foxes.
O objetivo é : to help you make time for a project or interest.
Excelente ideia!
Vislumbrei uma oportunidade para pegar neste saco, que aqui repousa há tanto tempo!
Tirar A manta,
desenrolar, esticar o "rolo" com carinho e deitar mãos à obra.
20 minutos, durante 29 dias, talvez consiga, finalmente, terminar este projeto, que me cativou desde o primeiro dia!


24 de janeiro de 2016

Costura versus Malha

Em apenas duas aulas de costura, já consegui concluir praticamente uma saia e reaproveitar 3 saias, com pequenos e grandes arranjos. Com a Cláudia tenho aprendido imenso e, apesar do tempo voar na sua companhia, tem rendido bastante. A costura, por se conseguir ter resultados em tão curto espaço de tempo, é bastante gratificante, concordando plenamente com a mãe da Andre Sue, neste podcast, no que se refere aos resultados imediatos serem mais motivadores. O mesmo é dito neste podcast da Isabelle,  do blogue Fluffy Fibers.
O problema da costura é que não é algo que se possa fazer em qualquer lado. Sinto necessidade de ter uma boa mesa para passar e cortar os moldes e até para costurar! Para conseguir as condições ideais, dou por mim agarrada à máquina, "fechada" num quarto, tendo por companhia apenas os meus cães. Os serões gosto de os passar em família, por isso não há lugar para as costuras.
Já a malha, pode ser feita em qualquer lugar!
Apesar do tempo que levo com cada projeto, é excelente poder fazer sempre que me apetece. Quando estou quase no fim de um projeto, e já tenho mais uns quantos em mente, só me apetece dar ao dedo. Este xaile iniciei no dia 1 de janeiro e quero terminar ainda este mês. Aceitei o desafio da Andre Sue e inscrevi-me num dos seus grupos, o shawl along 2016, no instagram #shawlalong2016. Como decorre até março, será uma motivação para terminar o xaile "Céu de Outono", ainda este inverno!  


20 de janeiro de 2016

O TEMPO de leitura e malha

"O tempo tinha uma forma estranha de perder a forma quando a sua mente se abstraía, concentrada em algum assunto". Kate Morton
Na minha cabeceira, tenho mais um livro da Kate Morton.
Vou guardar o marcador, para o meu "Diário", escrevendo algumas notas pessoais no verso, à semelhança do que fiz com o marcador do primeiro livro que terminei de ler este ano, D.Teresa, da Isabel Stilwell.
 O livro da semana passada deixou-me uma vontade, ainda maior, de passar uns dias a "vadiar" pela Irlanda. Já me tinham falado da extrema simpatia dos irlandeses, e a autora deste livro assim o confirma. Apesar de francesa escreve, uma ideia que também, infelizmente, me ficou das minhas viagens, "Tinha-me esquecido até que ponto os parisienses andavam sempre de trombas." e continua, "O programa escolar devia obrigatoriamente incluir um estágio de calor humano na Irlanda".
Continuando a estudar, para uma vida mais sustentável e para o projeto da Horta na escola, emprestaram-me este livro.
O projeto de malha é ainda o mesmo xaile da semana passada, Folhas na Serra. No sábado comprei tecido para mais uma saia, com folhas e cornucópias, tendo a mesma cor ferrugem.
Esta minha mudança levou-me a participar no instagram com a etiqueta #themakersyear, desafio a que aderi com a leitura do blogue "A Playful Day"
Estas são as leituras e malha, que partilho no Yarn Along.

17 de janeiro de 2016

Projetos, folha a folha

 Dei o primeiro passo no sentido tentar colher mais frutos do meu trabalho, dado que estou a "reinventar-me" no Pomar às Cores. E que passo foi esse?! A escrita de um "Diário".
Na minha antiga escola, fiz uma formação em Diários Gráficos, e desde então ficou sempre a vontade de começar algo parecido. Na formação foi nos dito que não precisávamos de ter jeito para desenho, apenas vontade de "registar". Ainda assim, tive dúvidas se conseguiria fazer algo parecido. Tendo o meu marido verdadeiros Diários Gráficos e, andando com ele a escolher cadernos e materiais para o seu passatempo, fiquei mesmo com vontade de "registar". Finalmente decidi-me!
Parece uma perda de tempo?! Talvez para quem não precise, e não goste, de alguma disciplina e organização. Para mim, espero que resulte, deixando de ter trabalhos inacabados. Ataquei esta ideia numa altura em que estava impossibilitada, por uns dias, como resultado de uma queda, de fazer malha e de bordar. Deu-me imenso gozo, passar para o papel o que me inspirou a escolher os fios, os modelos, as histórias de alguns momentos, os livros que acompanharam o desenrolar dos novelos, a origem dos materiais que estou a usar. Folha a folha, conto ter no final deste ano, um "diário de memórias físicas", para encadernar. Sabia que tinha já visto algo semelhante e de repente lembrei-me que tinha sido neste podcast "Litle bobins Knit". Faz-me lembrar scrapbook, não o sendo verdadeiramente. Uma coisa é certa, estou a gostar bastante deste meu diário, que me permite sentir as texturas do que faço, nas suas cores reais, algo impossível no blogue e no Ravelry.
Estou a construir o "diário" em folhas soltas, que guardo em micas, num dossier. Já tenho a primeira folha do xaile que iniciei no dia 1 de janeiro. A primeira folha do bordado que estou a fazer, para a capa de livros da minha sobrinha Carminho. E a primeira folha da saia que comecei a fazer no dia 14 de janeiro, nas aulas de costura, com a Cláudia. Outro objetivo para este ano é tentar começar a fazer a minha roupa. Nesta primeira fase, escolhi os tecidos a combinarem com os projetos de malha e com as lãs que tenho.

13 de janeiro de 2016

Primeira participação do ano, no Yarn Along

Nas minhas agulhas, tenho o primeiro projeto de malha deste ano,(no Ravelry clicar aqui) iniciado no dia 1 de janeiro. É do livro comemorativo dos 10 anos da Loop London, e adquiriu na loja de Cascais, The Craft Company. O modelo é o xaile, "Autumn Leaf", da Paulina Popiolek. Estou a seguir o esquema pelo gráfico, o que torna tudo mais simples, pois sigo a "lógica do padrão".
Junto do meu taleigo para a malha tenho, de momento, o livro que os meus filhos me ofereceram nos anos, "Uma mão cheia de flores que curam", da Fernanda Botelho (clicar aqui, para o seu blogue).
 Para complementar o meu estudo de hortas e jardins, uma amiga ofereceu-me o livro "Um Jardim em casa", da Teresa Chambel (clicar aqui para o seu blogue). São estes os livros que ocupam os meus momentos de leitura de "estudo/pesquisa". Dá para adivinhar um dos meus objetivos para este ano!
 Quanto a livro de "cabeceira", terminei ontem de ler D.Teresa, uma leitura em que me senti acompanhada pela minha Avó Teresa e que termina com a Isabel Stilwell, a assinar "Sintra 2015", a "minha Serra". Hoje vou começar um livro escolhido pelo peso! Sim, pelo peso, teve de ser. Como gosto de viajar com e pelos livros, contou também o facto de o enredo se desenvolver na Irlanda, um local que há algum tempo quero visitar! Não conheço a autora e por isso estou com uma expectativa diferente, para variar. Podem ler a sinopse aqui. Tirei da capa de livros, para que pudessem ver o livro.
Gostava de ficar um pouco mais, tenho tanto para "falar"! Mas terá de ficar para um outro dia, tenho apenas tempo para vos dizer que retomei a minha caixa de luz, bordados, ponto de cruz e vou iniciar projetos de costura. Estou um bocado ambiciosa, bem sei!
Partilho as minhas leituras e o que trago nas agulhas no Yarn Along. Passem por lá e vejam outras partilhas, sempre tão inspiradoras.


9 de janeiro de 2016

Uma queda, uma portunidade!

Caí e fiquei limitada. Cancelámos um jantar, não consigo fazer malha, bordar ou costurar. Só me resta ler e "teclar". Vi assim uma oportunidade para esclarecer a mudança do título e do endereço do blogue, para Pomar às Cores. Porque sinto necessidade de explicar?! Porque, com um comentário da Rosário (do blogue D.Maria ), apercebi-me que talvez fosse bom explicar a mudança do título do blogue.
Para quem acompanha este blogue desde o início, talvez se lembre que começou por se chamar Ponto sem Nó, sendo as partilhas principalmente de ponto de cruz, uma das minhas grandes paixões. Faço a preceito e como tal é um ponto sem nó. Quando a vista começou a falhar, procurei outro tipo de bordado, que não exigisse a contagem fios. Como tal, inscrevi-me num curso de Bordado de Castelo Branco. Cometi um erro tremendo, mas aprendi imenso. O bordado de Castelo Branco é um castigo para olhos cansados, já que temos de bordar no sentido dos fios do linho, e o fio de seda, bem mais difícil de trabalhar, deve acompanhar o fio da trama que serve de base ao bordado. Um bordado que não dá muito margem para erros, o desenho deve ser o mais bem traçado possível. Escolhi desenhos pequenos, bem como os projetos e só depois de ter feito a minha escolha é que a minha mestre me disse que era bem pior do que ter optado por um trabalho maior. No final do curso tinha apenas bordado 3 almofadas para o menino Jesus!
No ano seguinte optei pelo bordado tradicional, mais livre e não tão exigente para os olhos. Os meus bordados passaram a ter pontos com nós, nunca nós para começar ou rematar. Como tal senti necessidade de mudar o nome do blogue, acompanhando a mudança da forma como passei a ocupar o meu tempo livre.  Como a maioria dos trabalhos eram feitos em casa dos meus pais, na zona de Colares e como comecei a fazer alguns projetos para a casa que sonhamos aí ter um dia, mudei o título do blogue para Entre a Serra e o Mar, sem ter mudado o endereço. Quando a Gabi, da Agulha não Pica, escreveu no blogue Feeling Stitchy, um artigo que referia o meu trabalho, e mais este artigo, tomei consciência da baralhação que dominava este espaço! O nome não correspondia ao endereço, com o medo do que se dizia (e diz da net) identificava-me como a Borboleta Serrana, tendo mais tarde mudado para Tayari, um nome mais pequeno, enfim era uma confusão brutal. Fui mudando aos poucos, coloquei uma fotografia minha este ano (e deste ano), apresentei-me no meu perfil e revelei o meu nome.
O tempo passa e as pessoas mudam, é a evolução natural.
O meu irmão e a minha filha ajudaram-me a mudar e "reformatar-me".  Ela comprou-me um domínio, ele transferiu "Entre a Serra e o Mar" (ou melhor, pontosemno-sofia.blogspot.com), para aqui. O nome foi escolhido a pensar na mudança física, que começará por ser para a Praia das Maçãs, onde conto marcar alguns encontros, saindo assim da minha concha, tentando vencer a minha timidez e estar com as pessoas, que partilham dos mesmos gostos que eu. Estar, não apenas virtualmente, mas a tomarmos um chá ou um sumo fresco, quando o calor chegar.  Espero encontrar companhia, para colorirmos juntas/os o Pomar, onde desagua o Rio das Maçãs.
A conversa já vai longa, mas penso que assim ficou esclarecida a mudança do blogue.
Não sei se repararam numa outra mudança! Estou a escrever com o novo acordo ortográfico, já que a minha profissão assim o obriga. Claro que ainda recorro sempre ao conversor e corretor ortográfico FLiP.
Haverá mais mudanças, a começar pelo cabeçalho, com um logótipo que a minha cunhada está a desenhar. O cabeçalho atual é um bordado da minha primeira manta de patchwork, um trabalho que quero finalizar este ano! Continuem a passar por cá e acompanhem estas metamorfoses (termo que me faz recordar o "meu" primeiro nome, Borboleta, que assim ficou para algumas amigas que fiz através deste espaço), deem me a vossa opinião e façam sugestões.
Notas:
- No Instagram encontram os meus trabalhos mais recentes com a etiqueta #pomaràscores.
- Fechei a página da Tayari no Facebook.
- No Ravelry, tenho o meu nome na minha conta, tal como em todos os sites/contas a que tenho aderido, por exemplo no Textillia.