segunda-feira

Indo eu...indo eu ...

...a caminho de Viseu e para não perder o tempo da viagem desmanchei umas pontas do cachecol de uma amiga e colega, que à boa maneira da  Eva Gabor, do "Viver no campo", achou que estava comprido e toca de cortar com a tesoura. Consegui uns novelitos para os remates e aproveitar as franjas.
 Como estive sempre entretida nem dei pela viagem! No regresso descarreguei as fotografias para o computador e fiz composições do que mais me fascina na Quinta, os contrastes e misturas entre passado e presente  vivendo  entrelaçados em perfeita harmonia.
 Aqui fica o registo fotográfico de um fim de semana passado "Entre Serras", de um lado o Caramulo, do outro a Serra da Estrela. Apesar do sossego e do ar puro que se respira, para mim ao fim de uns dias tenho uma sensação claustro fóbica, por me encontrar "entalada" entre serras, "sem" horizonte e sem mar. Mas deu para a trupe canina correr, brincar e matar saudades dos 3 manos residentes no Casaínho.
 Um dos  meus passatempos, criar com linhas, linhos e agulhas. A almofadinha veio do passado, a máquina até funciona com disquetes!
À noite quando me fui deitar li um livro que comprei a semana passada, mas durante o dia entretive-me a "cuscar" estas relíquias!
Ao serão Pai e filho estiveram no computador e eu dei uma espreitadela numa ou outra série, graças à parabólica.
Apesar do frio lá fora, a casa permanecia aquecida pelas mais diversas fontes de calor!
Os cães dormiram em gamelas, na chaminé da cozinha! Passeios e brincadeiras não lhes faltou e água para matar a sede estava sempre à mão de semear.


 Maravilhei-me com trabalhos de mãos antigos, espalhados por todo o lado, como por exemplo esta cesta de pão tamanho familiar!
A casa, como todas as que são lares, espelha a alma dos que por lá passaram e acolhe os que por lá aparecem,  mesmo que só muito esporádicamente!
Não consegui trazer cameleira, que trago sempre, dada a chuva!

E a minha "Loira" não conseguiu que eu a deixasse ficar por lá, apesar de ter fugido para a vinha!
Fica para o Verão, os teus donos sentem muito a tua falta e quem os tem de ouvir sou eu!

6 comentários:

Naná disse...

Adorei a foto das relíquias!
Parece mesmo que viajamos ao passado, não é?!

Obrigada pela visita no meu cantinho :) e pelas dicas, que vou ter em consideração!

Inês Menezes disse...

Eu também adoro ir até à Quinta, sabe mesmo bem estar no meio do nada, sem o barulho constante da cidade, podermos respirar ar puro, passear pelas vinhas com os nossos cães... A única coisa má nesta altura é o frio! Acho que vou esperar até à Páscoa para ir até lá :)
Mas só por um fim-de-semana claro, isso que disse da claustrofobia é bem verdade, ao fim de uns dias já não há nada para fazermos... Se bem que também depende da companhia que levamos, quando ia para lá com os meus amigos ficávamos sempre uma semana e era muito giro!
Beijinhos

Paula Pessanha disse...

Isso da claustrofobia não é nada comigo...o campo sempre me deu a sensação de liberdade e ar puro, fresco. Sempre vivi em frente, ou muito perto do mar, por isso é uma paisagem que já não me dá essas sensações que tanta gente fala!!!! Gosto, claro, sem ele ia-me ser dificil viver, mas o campo é sem dúvida muito mais tranquilo! E, dizem alguns psicólogos que o mar tem a ver com a relação com a nossa mãe...será? Dá que pensar...

Elisabete disse...

Olá! Excelente partilha! Adorei o lugar, a casa...tudo!
Um beijinho,
Elisabete

Anónimo disse...

Gostei

Borboleta Serrana disse...

Obrigada anónimo;)