domingo

Domingo na cidade!

Não há crise, aproveitei para fazer de "Dona de casa exemplar", terminei umas peças para a minha irmã, bordei e aconcheguei-me no sofá a ver um filme! 

fita para a pen da Leonor

 E  assim passei mais um fim de semana, com dois dias contrastantes, um vivido no campo, o outro na cidade. No campo, comecei o dia na hidroginástica "entalada" entre o meu Pai e a minha cunhada, uma "sandes" do melhor ;) À tarde passeei a "trupe canina" e fui convidada para o Castelo dos meus sobrinhos!


 Faltei ao encontro de fiação na "Saudade", mas fica para a próxima! Preciso mesmo de desvendar os segredos destes objectos para os montar. Quem sabe se conseguirão seduzir  uma das mulheres da família devolvendo-lhes a utilidade que já faz parte de um passado longínquo!


Boa semana!

quarta-feira

"A" flor...

E que flor!
LINDA! Uma perfeição!
Fez-me  a sogra do meu imão Pedro.
Uma "Rosa" com verdadeiras"mãos de fada"!
 Parabéns pelo trabalho!
Obrigada:)

terça-feira

Saí para a rua, sentindo-me nua!

Aproveitando todos os minutos até à última, só no elevador é que dei conta que não tinha os meus anéis, nem um brinco ou um colar, NADA! Senti-me despida!
- Volto atrás ? - perguntei aos meus botões.
- Não dá tempo, mesmo a passo de corrida! Sofia, estás mesmo em cima da hora!
- Pois é, os "meus meninos*" esperam por mim.
Bati a porta do prédio  saí "nua" para a rua. Será que alguém vai notar?!
A falta de maquilhagem tudo bem, agora o resto!
Maquilhar-me não é senão um truque que passei a utilizar depois dos 40. Assim quando me pinto, para ficar com "pinta", apareço e faço:
- Tchanam!!!
E a família responde-me:
- Uauuuuu!
Deixo o meu marido de queixo caído ( pelo menos sente-se na obrigação de fingir ) e eu sinto-me lindíssima, como se tivesse sido visitada por uma fada madrinha e ela me tivesse  brindado com um extreme makeover!

*nota: alunos com necessidades educativas especiais - aulas de apoio

domingo

Materiais essenciais para quem borda

Além das linhas, linhos e agulhas, há coisas que para mim são fundamentais depois dos 40, um candeeiro com lupa, além dos óculos para ver ao perto!
um "lugar ao sol"
 A pedido da Mestre do meu curso de bordados e bainhas abertas, marquei a tesoura assim...

 O bastidor aprendi a utilizar e para poupar as costas, o trabalho é apoiado e preso a uma almofada, trabalhando com os braços mais confortáveis|
o trabalho está dobrado só para a fotografia, deve estar esticado e preso com agulhas nos cantos superiores
bastidor aberto
bastidor fechado e um  bom livro

 Para o bordado de Castelo Branco, utilizei um bastidor com pé. A mão direita trabalha sempre na parte de cima, enquanto que a mão esquerda permanece sempre por baixo!

segunda-feira

Indo eu...indo eu ...

...a caminho de Viseu e para não perder o tempo da viagem desmanchei umas pontas do cachecol de uma amiga e colega, que à boa maneira da  Eva Gabor, do "Viver no campo", achou que estava comprido e toca de cortar com a tesoura. Consegui uns novelitos para os remates e aproveitar as franjas.
 Como estive sempre entretida nem dei pela viagem! No regresso descarreguei as fotografias para o computador e fiz composições do que mais me fascina na Quinta, os contrastes e misturas entre passado e presente  vivendo  entrelaçados em perfeita harmonia.
 Aqui fica o registo fotográfico de um fim de semana passado "Entre Serras", de um lado o Caramulo, do outro a Serra da Estrela. Apesar do sossego e do ar puro que se respira, para mim ao fim de uns dias tenho uma sensação claustro fóbica, por me encontrar "entalada" entre serras, "sem" horizonte e sem mar. Mas deu para a trupe canina correr, brincar e matar saudades dos 3 manos residentes no Casaínho.
 Um dos  meus passatempos, criar com linhas, linhos e agulhas. A almofadinha veio do passado, a máquina até funciona com disquetes!
À noite quando me fui deitar li um livro que comprei a semana passada, mas durante o dia entretive-me a "cuscar" estas relíquias!
Ao serão Pai e filho estiveram no computador e eu dei uma espreitadela numa ou outra série, graças à parabólica.
Apesar do frio lá fora, a casa permanecia aquecida pelas mais diversas fontes de calor!
Os cães dormiram em gamelas, na chaminé da cozinha! Passeios e brincadeiras não lhes faltou e água para matar a sede estava sempre à mão de semear.


 Maravilhei-me com trabalhos de mãos antigos, espalhados por todo o lado, como por exemplo esta cesta de pão tamanho familiar!
A casa, como todas as que são lares, espelha a alma dos que por lá passaram e acolhe os que por lá aparecem,  mesmo que só muito esporádicamente!
Não consegui trazer cameleira, que trago sempre, dada a chuva!

E a minha "Loira" não conseguiu que eu a deixasse ficar por lá, apesar de ter fugido para a vinha!
Fica para o Verão, os teus donos sentem muito a tua falta e quem os tem de ouvir sou eu!

sexta-feira

Há dias assim...

Por razões particulares, ando super ansiosa e com uma imensa tristeza, eis que ontem quem me visse não diria tal coisa!
Comecei por ir a um cabeleireiro aconselhada pela minha cunhada Z. na tentativa de me transformar numa "Princesa animada" para a festa de uma das minhas princesas favoritas, a minha sobrinha Carminho. O que era para ser só uma ida ao cabeleireiro, transformou-se numa comédia! Uma das cabeleireiras desmaiou e tiveram de chamar o INEM! Calma, não se precipitem a julgar-me, sei que até aqui não havia motivos de risada. Afinal não era nada e o meu novo "amigo" explicou-me que a colega estava com uma grande depressão, passava a vida nos médicos, acabando por ter todos os sintomas das doenças que consulta na net!! Foi então que começou a diversão, a chamada telefónica entre médicos, que apesar de perdermos metade do diálogo, a outra metade era de chorar a rir.
"- Não, não preciso de nada! nem ambulância, nem carro funerário" - médico no cabeleireiro
"-................" do lado de lá?!
"- Estou no céu, rodeado de anjos:)"
"-..........."
"- Maravilha, se o céu é assim, não sei porque nos chamam com tanta insistência"
Entretanto as cabeleireiras decidiram dar um novo visual ao médico, até teve direito a corte de cabelo.
O meu novo"amigo" comentava:
"- Há gente com sorte, veio de mota, não teve problemas em estacionar, não paga parquímetro e ainda sai daqui com novo visual!" .
E mais não contarei para não expor ninguém, mas saí de lá com marcação para fazer nuances na 2ªf e quem sabe se não terei por companhia um médico a fazer madeixas! Foi uma risada e saí sentindo-me "A Princesa feliz".
À vinda para casa descobri mais uma das asneiras do meu filho, uma das razões das minhas insónias. Quando conversei com ele, fizemos um balanço da asneirada desta semana, que começou por levar um rato morto para a aula de Biologia na esperança de lhe fazer uma autópsia, tendo acabado em falta disciplinar, até.........................................................................................................................................
vamos ver, a semana ainda não acabou e hoje é o dia em que a DT me costuma ligar! Conclusão do António:
- Mãe nem tudo é mau! Tem um filho multicultural, o Tay é chinês, o Deep é indiano, depois é o "Preto", eu sou o "Branco"...
- António chega!
- Não sou eu  o criativo da asneira!
- Que ideia! - exclamei eu
- Não mãe, porque faço um tipo de asneira com uns e outro tipo com outros! Sou um jovem multi facetado ;)  Agora falta-me "aquele" abracinho Mãe.
- E que tal uma "lamparina"?! Acredito que Deus um dia vai estar mais atento a esta mãe e ouvirá as minhas preces. Deve andar ocupado com as mães que sofrem desgostos bem maiores que os meus... filhos internados no IPO...
- A mãe quer dizer com isso que só quando se descobrir a cura para o cancro é que eu terei solução?!
- Não!  Mas um dia, num acto de fé permanente e persistente, vou colar um post-it, amarelo florescente, (talvez verde, cor da esperança, seja uma melhor opção!) com a minha oração escrita a bold e sublinhada, por cima da minha cabeceira, para a minha prece permanecer ali 24h por dia, para quando Deus tiver uma pausa, o ler!
- Anime-se que eu já estou a entrar nos eixos;) -  faz-me uma carícia tentando me dar a volta.
- Vais entrar e é já,  com castigos muito bem escolhidos por mim e serei "maquiavélica".
Entretanto chegam as minhas filhas do funeral do avô de uma grande amiga. Preparada para lhes dar o meu apoio, às jovens sensíveis e de lágrima no canto do olho, mas ainda acabei a rir com uma delas:
- Mãe chegámos e ficámos ao fundo da capela, quase à porta. Chega o padre e era preto.
- Madalena?!
- A mãe sabe que não temos ponta de racismo e de preconceitos, mas o avô da "X" era racista! 
(o António diria: "Justiça poética")
- Foi aí que tudo começou, quando cruzámos os olhares entre nós ( as amigas da neta).
-Chega a "w" atrasada, com aquele ar que a mãe sabe! Vê o padre e de imediato tem uma visão de um coro godspell. E não é que o padre se põe a cantar! Não tínhamos dito nada umas às outras, mas conhecemos-nos tão bem, que desatámos a chorar a rir, o que foi entendido como lágrimas de dor!".
Da conversa animada com os meus filhos passei para as aulas com os meus alunos de 9º ano, que já vêm comigo desde o 7º ano e uma aula de hereditariedade também me animou bastante. No intervalo, um dos pontos altos do dia para quem trabalha numa escola, ainda dei umas boas risadas com as minhas colegas e amigas.
  Corri da escola para ir ter com a minha Mãe, as suas amigas médicas e professoras num "clube" de bordados. Foi uma troca de ideias enriquecedora onde também não faltou animação! As minhas cunhadas têm de se juntar ao grupo "refugiando-se" por um par de horas de todo o tipo de obrigações e afins!
De manhã saí de casa com uma profunda tristeza e levei o dia no mínimo a sorrir, mas fartei-me mesmo foi de rir, apesar dos problemas que tenho vivido.
Serei louca?! Se sim, quero me manter neste estado de  loucura  que me permite caminhar energicamente para o "amanhã" apesar de recear o que o "amanhã" me tem para dar.
A minha maior fonte de  energia está na família!
 Bom fim de semana!