quarta-feira

"Pés felizes"

Uma das bloggers que sigo há mais tempo, cuja escrita e fotografia admiro bastante, para além do seu trabalho, é a Diane, Xuxudidi. Hoje resolvi citá-la, pois é caso para dizer que, desde que me viciei em tricotar meias "felizes sãos os pés" que pisam o chão desta casa (e as minhas mãos também andam felizes!).
Neste par de meias quis fazer uma experiência, que era simular um revesilho. Para isso consultei o livro de tricot que era da minha Mãe.
E resolvi tricotar uma linha de malhas trocadas. No entanto não resultou, talvez por o fio ser mesclado!
Consultei, então, o livro da Rosa Pomar, "Malhas Portuguesas" e segui as instruções, tricotando um verdadeiro revesilho.

A minha filha aprovou e eu também. Vamos ver como ficam num par de "pés felizes"! Estes fios, a meu ver, impõem trabalhos simples, estando a beleza do trabalho na forma como o mesclado se exibe depois de trabalhado.
Partilho estas meias e os livros de tricot que consultei, no Yarn Along e vou ver se mais alguém anda a tricotar meias.

segunda-feira

Mistura de cores

Amarelos e laranjas, perdidos no rosa.
Laranja, pôr-do-sol entre o mar azul e um céu arroxeado.
 Misturas humanas.
Porto, fotografia da internet
da net -
Moda a laranja e vermelho, num fundo lavanda forte.
E brincando com as cores a Drops conseguiu este fio de cores únicas, com que estou a tricotar o Kimono "Pôr-do-Sol".
A inspiração para o modelo surgiu neste e neste vídeo da Cheryl Brunette.
 Partilho na página da Cindy, o Kimono que vou tentarei adiantar este serão, enquanto vejo mais um episódio da Miss Murple, uma incansável tricotadeira!
 
 

sábado

Na "minha" Serra vi...

Vi árvores despidas, de braços lançados ao céu, numa prece à Primavera.
 
Uma Primavera que já vai despontando receosamente e que já se faz sentir no tamanho dos dias.
Vi flores "arrancadas" e, outras mais sortudas, ainda em vaso, expostas e em concurso! 
 
 
 
 
Vi uma alegre mistura de fios, cores e personagens, nestes gorros tricotados à mão.
E vi mais uma loja nova, onde petiscámos, ao som da Mariza, que cantava "Gente da minha Terra".

quarta-feira

Fair Isle

Livros, fios e viagens, misturam-se permanentemente de uma forma aleatória, na minha cabeça, no meu dia-a-dia. Muitas vezes não sei onde tudo começou! São tantos os desvios e tantas vezes me perco num emaranhado de ideias que às vezes é difícil descrever o caminho que tomei. Tentarei descrever o caminho que tracei, até chegar ao que hoje estou a tricotar e a ler!
Uma intensa curiosidade pela Escócia nasceu enquanto bordava a tapeçaria da Diáspora Escocesa, o que pesou na escolha do local a visitar nas férias. Decidi, com o Zé, explorar a Escócia viajando de carro.  Durante a viagem a simpatia dos Escoceses, o seu bem receber, as suas terras e paisagens conquistaram-me e fiquei rendida, querendo sempre saber mais, conhecer mais, explorar mais! O meu fascínio pelo tricot de Fair Isle, desenvolveu em mim a vontade de conhecer melhor tudo o que diz respeito a esta técnica, às suas tricotadeiras e ao local onde vivem. Aqui, na terra a que pertenço, tento viajar com os livros e por isso quis ler Ann Cleeves que está a fazer sucesso com os seus policiais, passados nas ilhas Shetland, tendo a BBC filmado algumas séries com base na sua obra. Também pesquiso tudo quanto posso de Fair Isle e assim cheguei a este vídeo, através do blog da Susan Anderson que neste post  me levou também a investir ontem neste livro.
No policial que estou a ler também encontrei referências a fair isle: 
"El Gran Grifon, desviara-se da rota, sendo arrastado para longe de Inglaterra, acabando por naufragar ao largo da ilha. (...) Os arqueólogos descobriram artefactos. Havia quem dissesse que o naufrágio dera origem às famosas malhas da Ilha de Fair. Garantiam que não tinha nada a ver com os Escandinavos. Os Noruegueses também eram famosos pelas suas malhas, mas os seus padrões eram regulares e previsíveis, pequenos blocos quadrados, contidos e sem graça. As malhas tradicionais da ilha de Fair tinham cores vivas e desenhos elaborados. Algumas formas faziam lembrar cruzes. Era o tipo de padrão que um padre católico podia usar por cima das suas vestes."
in "A Maldição do Corvo Negro",Ann Cleeves
Enquanto leio "regresso" aos locais que visitei o Verão passado, embora não passem de discretas referências sem importância no desenrolar do policial. Ao ler Inverness, por exemplo, não posso deixar de recordar a minha passagem por uma terra onde só vivi bons momentos, como os que passei no Hootananny!!
Continuo a tricotar, à semelhança de Fair Isle, as "Perneiras Miletinas", que estiveram paradas por ter perdido um dos alfinetes que prendo ao ombro, ajudando-me a manter a tensão dos fios.

 Ontem, para não voltar a fazer paragens forçadas, quando estou a tricotar com mais de um fio, trouxe mais dois alfinetes da Retrosaria!
  Enquanto descanso as agulhas, prendo os alfinetes às meias "bordadas" da Dona Miletina, aproveitando, neste momento, para beber um chá, folhear o meu novo livro e partilhar no Yarn Along

terça-feira

Armada em turista, na minha cidade

Eu e a Madalena, começámos o nosso passeio no Príncipe Real.

Tell a Story


Seguimos para a Baixa.
Parámos para ver as vistas.
 Ela sonhou com um apartamento assim!
 Para variar, não lanchámos no sitio do costume, mas fomos à vizinha "Sacolinha".
E seguimos, sempre a descer.

No regresso, sempre a subir, descansámos admirando a luz única da nossa cidade!


 Claro que tínhamos algumas "paragens obrigatórias"! A primeira foi na Retrosaria da Rosa Pomar, onde tivemos de nos conter, fechando os olhos e a carteira, até uma próxima visita. Ainda assim, investi num livro de Fair Isle e trouxe Beiroa que precisava (antes de comprar colocar a questão: Preciso mesmo disto?) para terminar o Poncho Serrano.
  A Madalena não resistiu às cores desta meada e eu não fui capaz de dizer que não. Confesso e assumo, estou completamente viciada em fios e agulhas!
As outras paragens foram no "Ponto das artes" e na Casa Ferreira .