domingo

Waiting for rain - KAL

Apesar da chuva prevista para o fim de semana, ainda assim fui explorar as cores, os sons e os cheiros desta terra alentejana.
Deliciei-me com a Branquinha, nome que o pastor lhe deu, que desde a última visita ainda não largou biberão, o que faz dela a "Fofinha" que é como a chamo.
Ainda houve tempo para ajudar, no que foi possível, a boa gente desta terra, o que para mim foi mais uma diversão e oportunidade para muita conversa e aprendizagem.
Ao final do dia, o arco-íris numa conspiração conjunta com as nuvens e um céu acinzentado ameaçavam uma valente carga de água, mas fui poupada e deu para fazer malha no jardim, tendo como pano de fundo a Serra D'Ossa. 
As flores do fundo da montagem das fotografias são para os lados do "Pomar" (Praia das Maçãs), um dos meus locais de sonho e de inspiração para os meus trabalhos de mãos.
Na manhã de domingo, a chuva tão esperada chegou! Mergulhada no cheiro da terra molhada com um sentido de tranquilidade, no alpendre dei as que pensava que seriam as últimas laçadas no xaile "Abril águas mil", mas não foi bem assim! A natureza chamava por mim, desconcentrava-me e o trabalho ritmado das agulhas, um combustível para a alma, era constantemente interrompido pela harmoniosa sinfonia da chuva, chocalhos dos animais e o canto de alguns pássaros. 
 Queria começar a semana com o KAL da Ovelha Negra, mas com este modelo terminado. Se tudo correr bem começarei o novo projeto e KAL, na 3°f!
Não sou de ficar sob stress com os KALs e a prova disso é, infelizmente, não ter acabado dentro da data prevista os modelos de "Malha a cores/ ColourWork" para o #soxceteracwKAL . Como já tenho dito, este tipo de desafios é interessante pelo que aprendemos umas com as outras e pela motivação, mas as datas é que complicam com o meu sistema nervoso e por isso acabo por as ignorar, falhando como no desafio proposto pela Shannon. Não há crise nem arrependimentos, a minha irmã é que ficou a perder porque ainda não foi desta que lhe acabei o prometido!
Antes de regressarmos a Lisboa, fomos apanhar o nosso filho e mais um amigo a um festival, em Fronteira.
 Fico com inveja das autocaravanas e da vida que algumas destas pessoas optaram por viver, os chamados, por alguns, de novos hippies. Muitas vezes sou apontada como a Mãe Hippie, pelos amigos dos meus filhos, pelas minhas próprias filhas e até pela minha Mãe, apenas por defender formas de vida mais sustentáveis, ecológicas e por muitas outras razões que vou passar à frente. Segundo a perceção que têm do que é ser hippie só me resta dizer, chamem-me hippie que eu gosto! Mais do que isso, espero um dia dar-vos 100% razão, pela minha forma de vida!

1 comentário:

Inês Sousa de Menezes disse...

Estou cheia de inveja do seu fim-de-semana! Tenho saudades de ir até esses lados :)