sexta-feira

Malha de Março

A algibeira tinha sido terminada em Fevereiro, mas com pompons.
Nestas fotografias os pompons já estão retirados, apenas os coloquei junto da algibeira para terem uma ideia de como tinha ficado.
Acabei por retirar os pompons e guardá-los para um taleigo.
Com a vida de pernas para o ar, vi-me forçada a colocar de lado a camisola que estava a fazer e substitui-la por um projecto mais portátil, umas meias.
Para me despedir de Março, terminei as caneleiras poveiras que tinha iniciado o ano passado para um vídeo, que me pediram. As caneleiras serviram de estudo, uma vez que tricotei uma em liga e a outra em meia, cruzando todos os fios.
Resta-me escolher de qual gosto mais!
Aprendi que a Beiroa apresenta uma "espessura", ligeiramente, diferente em função do tinto, algo que em nada afectou o resultado final deste projecto, mas que terei em conta em futuros projectos.
Com estes trabalhos participei em diferentes KALs:
Obrigada a todas por promoverem o contacto entre tricotadeiras, muita troca de ideias, partilha, entreajuda e conversas que me fizeram sorrir entre laçadas!

Nota: pormenores dos projectos no Ravelry.

segunda-feira

Livros e Listas

A "agenda" 52 semanas de listas de projectos, foi uma das minhas aquisições de Inverno. Entre as inúmeras listas terei certamente a hipótese de programar livros que quero ler, trabalhos que quero fazer e viagens que quero concretizar.
Os trabalhos manuais irão desde a malha, ao bordado conjugado com patchwork e aplique. Para este tipo de projectos adquiri dois livros da Lynnete Anderson, Country Cottage Quiting e It`s Quilting Cats & Dogs.
Em termos de malha quero explorar tranças/torcidos e para isso tenho o livro que vi partilhado num dos meus blogs favoritos, Fringe Association . Há muito que ando com esta ideia, o que me faz olhar para os nosso castelos, monumentos  e calçada portuguesa com outros olhos!
Talvez venha a incluir, numa das listas, uma experiência em tecelagem, com a Vânia, da Two Hands textile studio, apenas porque herdei recentemente dois teares! Hesito bastante pois já me disperso o suficiente, mas talvez seja uma forma de aproveitar as sobras dos fios dos trabalhos de malha. Ainda pensei em fazer um retiro promovido pela "Laine", mas atendendo ao preço prefiro conciliar um retiro, com uma viagem a um local que ainda não conheça!
Parecem muitas semanas, mas se pensarmos em estações do ano são apenas 4! Considerando que estão sempre a ser lançadas novas publicações, com novos modelos, como por exemplo a Laine, e que depois vimos pessoas como a Sarah descreverem modelos (um vestido com tranças!) com tanto entusiasmo (ver minuto 23) fica difícil gerir informação, desejo de aprender com o querer fazer. Para me dispersar ainda mais, gosto de explorar livros e projectos relacionados com os destinos das viagens que quero fazer (o que me levou a adquirir "Iceland")!
O ano passado fiz várias tentativas de organização e registo. Mantenho o meu caderno de projectos, que fui simplificando (e muito!), a agenda deste ano é do Mr. Wonderful, presente dos meus filhos, desisti  deste dossier e aprendi a tirar mais partido da minha conta Ravelry (um dia falarei da forma como utilizo o Ravelry!). Sinto que, neste momento, tenho mais tempo para os meus trabalhos, estando mais disciplinada e menos dispersa. Esta "agenda" de listas ao ritmo das estações do ano, pareceu-me simples e permite-me tirar algum prazer enquanto planeio e reflicto, sem me fazer perder tempo! 
The 52 Lists Projects

Vou iniciar as minhas "listas" hoje, com o Equinócio da Primavera, uma estação marcada por inícios, para uma bióloga como eu (infelizmente é igualmente marcada pelo início das minhas alergias!)

quarta-feira

Simplesmente Mondim

Malha:
Infelizmente tenho passado horas no Hospital com a minha Mãe, o que me levou a iniciar umas meias. Nos momentos mais difíceis, as horas "a fio" tornam-se mais toleráveis. Há um tempo andava sempre com um bordado para ocupar as minhas mãos e até a mente, quando podia ou precisava, mas agora só consigo fazer malha.
"Sua vista fraca já não há de poder contar os fios da cambraia ou da talagassa fina; e a meia que serve para fazer tantas coisas bonitas ou úteis, faz-se com a maior perfeição e presteza sem precisar de estar aplicando os olhos", citação de Almeida Garret, no livro "Malhas Portuguesas", de Rosa Pomar.
Voltando às meias, optei por não fazer qualquer tipo de ponto trabalhado, Mondim "fala por si" e não ando com cabeça para nada! Ainda assim trabalhei o calcanhar uma vez que o fiz com uma cor lisa e contrastante (mais informações no Ravelry). 
O toque da lã Mondim é extremamente agradável e estou a adorar o resultado final. E a propósito de Mondim, apenas uma curiosidade e mais uma breve citação ao livro da Rosa Pomar, companheiro de autocarro a caminho do Hospital:
"Mondim da Beira, 15 quilómetros a sul de Lamego, era ainda nos inícios do século XIX um afamado centro de produção manual de meias de lã de vários géneros, sendo conhecida por Mondim das Meias".
Serão umas meias quentes e confortáveis para as viagens pelo norte da Europa. Não pensava fazer mais meias tão cedo! Meias de lã só nas viagens e nos passeios de todo o terreno pois não sinto frio nos pés quase o ano inteiro! 
Avisaram-me que as meias não poderiam ser lavadas à máquina, o que não me incomoda nem um pouco. Serão tratadas com o carinho que as peças à mão e 100% de lã merecem. Dá-me um certo prazer pensar que terão um tratamento especial!
Comecei a dedicar-me à malha recentemente, mas quanto mais aprendo mais exigente sou quando chega o momento de escolher fios. Tenho procurado, cada vez mais, fios sem mistura de fibras sintéticas ou tratamentos químicos. Por outro lado, apesar de gostar imenso da lã escocesa e da irlandesa, sempre que possível opto por fios portugueses, ou por lojas portuguesas, apoiando o nosso comércio.* Claro que nas viagens procuro sempre trazer "memórias físicas"* normalmente em forma de fios e materiais que utilizo nos trabalhos de mão. 
Leitura:
Escolhi ler mais um livro que herdei das arrumações de uma das casas da família, talvez da da minha irmã! Não foi o título que me chamou a atenção, nem a autora, mas sim a referência, na sinopse, à Irlanda. Apenas na segunda parte é que consegui viajar até à Irlanda, com as irmãs protagonistas desta história e com elas recordar a minha viagem do Verão passado. Talvez esta seja a verdadeira motivação para a leitura do livro "O Barco Encantado" de Luanne Rice.

*Quando a verba é curta opto pelos fios da Drops, que compro no Clube de Tricot
* Numa visita ao Sheep Wool Center na Irlanda, fiquei a saber que nem toda a lã que se vende na Irlanda é de origem Irlandesa, sendo apenas "tratada" na Irlanda.

quarta-feira é dia de Yarn Along

sábado

A pé, por Lisboa...

Descermos a Almirante Reis, fazendo uma pequena paragem no Largo do Intendente, onde se encontra uma das minhas lojas favoritas, Vida Portuguesa.
Restaurado desde a nossa última visita!
A Primavera forçou a mais uma paragem, na Praça da Figueira.
Na baixa entrámos apenas numa loja, a Typographia, para trocarmos uma t-shirt do António. 
Enquanto caminhava registei imagens da calçada que me chamaram a atenção por me fazerem lembrar os torcidos que ando a estudar em malha. 
Desviámos para dar uma rápida vista de olhos por mais uma feira de artesanato. Gostámos apenas de uma das bancas, com trabalhos de cerâmica!
Seguimos até e ao longo do Tejo.
Pausa prolongada, gozando o momento, a luz e o sol.
Continuámos até à Rua de S. Bento, parando apenas no Mercado.
 No Mercado ficámos a conhecer pessoalmente "Torcer Ideias". Mãe e filho estão de parabéns pelo trabalho que desenvolvem a quatro mãos.
Mercado Time Out
Perante a animada confusão desistimos de petiscarmos aqui, na esperança de encontramos um espaço mais calmo e assim foi, uns quarteirões mais à frente!
Ascensor da Bica


Finalmente chegámos à Livraria "Palavra do Viajante" onde íamos com a ideia de procurarmos livros que nos ajudassem na programação da próxima viagem.

Lonely Planet, Scandinavia
Mesmo na porta ao lado demos com um restaurante de franceses, L´anisete, com um ambiente repousante, tal como estávamos a precisar.

Fomos bem recebidos, os nossos olhos maravilharam-se e nós deliciámos-nos com tudo o que comemos: Um sitio para voltar muitas e muitas vezes!
Do outro lado da rua...
Para viajar basta existir
 Fernando Pessoa